sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Projeto: Adaptação Escolar

PROJETO: Adaptação Escolar

Professora - Kátia Batista Martins

Turma: Maternal III B

Período: Aproximadamente 30 dias

Justificativa:
Os primeiros dias na escola geram expectativas, ansiedade, insegurança, angústias, medos e dúvidas em pais, crianças, professores e funcionários. Considerando esse momento muito importante é fundamental desenvolver um trabalho que facilite a transição do ambiente familiar ao escolar, pensando e planejando atividades que garantam uma inserção gradativa, envolvendo todos em um ambiente afetivo e acolhedor.


Objetivos:
- Proporcionar um ambiente agradável e acolhedor, visando o bem-estar do educando;

- Criar um ambiente acolhedor como um indivíduo se integrando á dinâmica do grupo.

- Desenvolver atividades que permitam que as crianças e pais conheçam e interajam entre si, professores e funcionários.

- Familiarizar a criança ao espaço escolar e sua rotina;

- Oferecer aos pais sugestões, dicas e idéias que facilitem este momento de separação e conquista;

- Propiciar um ambiente seguro para que a criança possa manifestar suas emoções e necessidades;

- Estabelecer uma comunicação entre pais e membros da escola com a participação da criança.


Conteúdos Conceituais

- Identificação das pessoas suas funções no ambiente escolar;

- Conhecer o espaço físico e a rotina da escola;

- Construção da própria imagem e da identidade;

- Valorização positiva da própria identidade;

- Elaboração oral e coletiva de regras de convivência.


Conteúdos procedimentais

- Adaptação aos ritmos e às rotinas da vida da escola;

- Reconhecer as pessoas e suas funções na escola;

- Situar-se e orientar-se nos espaços físicos da escola;

- Reconhecimento dos espaços que são de seu uso;

- Manifestação das próprias necessidades, vivências, emoções e sentimentos;

- Aceitação da separação;

- Hábitos de autonomia com seus pertences.


Conteúdos Atitudinais

- Enfrentar e superar as dificuldades do processo de adaptação;

- Adaptação aos ritmos e às rotinas da vida escolar;

- Participação na vida da escola;

- Interesse pela relação afetiva com a educadora e com os companheiros;

- Confiança e segurança progressiva nas suas próprias possibilidades;

- Interesse para vencer as dificuldades da transição do ambiente familiar para o escolar;

- Aceitar a separação da família como um processo natural e necessário.



Contemplação das áreas


Língua Portuguesa


Linguagem oral:

- Conversas, relatos de vivências, narração;

- Nomear a professora, funcionários e colegas;

Linguagem escrita:

- Conhecer a escrita do nome através de crachá e lista de nomes;

- Pseudoleitura das regras de convivência.



Matemática
- Orientação Espacial;

- Percurso de trajeto, localização;

- Contagem oral;

- Jogos matemáticos;

- Leitura de calendário.

- Quantos somos


Natureza e Sociedade

- Profissões (apresentação de funcionários e suas funções);

- Observação dos diferentes ambientes do espaço escolar.


Visual
- Pintura livre (interferência);

- Modelagem;

- Fantoches, vídeos, slides.


Movimento
- Roda cantada;

- Rolamento;

-Cambalhotas no colchonete;

- Dança;

- Jogos simbólicos

- Esquema corporal.


Música
- Diferentes tipos de sons e músicas diversas;

- Cantigas de roda.


quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Volta às aulas



Como fazer a adaptação dos pequenos que irão para a pré-escola?

O momento de se separar das crianças e colocá-las na CMEI (Centro Municipal de Educação Infantil) ou pré-escola causa medo e insegurança.

Décadas atrás, as crianças entravam mais tarde na escola, aos cinco ou seis anos, e a separação entre a mãe e o bebê era feita de forma mais lenta. Hoje em dia, a quebra é muito rápida. Os pais até se sentem culpados por não poder passar mais tempo com o bebê.

O primeiro passo para a família ficar mais segura é escolher bem a escola. Procure informações e referências da escola que você pretende matricular sua criança. Observe o atendimento, o espaço físico e a higiene da escola.

Além de se sentirem bem atendidos e acolhidos, os pais precisam concordar com a proposta pedagógica e as regras da escola. A criança percebe se o pai critica a escola o tempo todo.

Depois de escolhida a escola, vem um período de adaptação, tanto para as crianças quanto para os pais. Antes do primeiro dia, as escolas costumam fazer uma entrevista com os pais, para saber mais sobre a criança.

Coordenadores pedagógicos recomendam que os pais digam o que o filho está acostumado a comer, qual o horário de sono, questões médicas e qualquer outra particularidade.

Aos poucos, a confiança dos pais e do bebê na escola vai aumentando. Para isso, recomenda-se que a parceria seja incrementada com muita conversa. Pais precisam ouvir a escola e vice-versa.

Algumas dicas para o período de adaptação:

• Acompanhe a criança na fase de adaptação. Algum adulto conhecido deve acompanhar o primeiro dia. Se você não puder faltar ao trabalho, peça ao pai, um dos avós ou uma tia.

• Não vá embora muito depressa. Não fuja rapidinho para evitar que seu filho (ou você) chore. Fique por perto até ele se entrosar. Mais atenção, você irá acompanhar apenas nos primeiros dias. Pais que permanecem muito tempo na escola passam insegurança para os/as filhos/as, pois, se você não confia que a criança ficará bem, ela irá se sentir insegura.

• Prepare a criança para a merenda escolar. Se seu filho/a está deixando a comida líquida e começando na sólida, inicie a passagem alguns dias antes do começo das aulas.

• Transmita segurança. Leve à escola objetos queridos, como um paninho de estimação, uma chupeta ou um brinquedo. Assim, sua criança irá se sentir mais segura. No caso da chupeta, aos poucos a criança deixará de usar na escola.

Tenha confiança nos profissionais que irão cuidar de sua criança, eles/as foram preparados/as para educá-la com todo carinho e respeito que ela merece.

Texto adaptado

Fonte:

http://educacao.uol.com.br/ultnot/2009/01/26/volta_aulas_adaptacao_creche.jhtm

http://www.chicletebola.com.br/blog/?p=197


domingo, 30 de janeiro de 2011

Trabalho em equipe


Para iniciar bem o ano, uma reflexão acerca da prática pedagógica. O vídeo “O problema não é meu” nos trás um cenário que tem estado presente em nossa sociedade nos dias atuais desde a ascensão do capitalismo. Um cenário onde a maioria das pessoas vem agindo de forma individualista, insensíveis e incapazes de reconhecerem seus próprios erros, de estenderem a mão ao próximo e/ou assumirem responsabilidades que não lhe foram atribuídas formalmente.

Na escola não tem sido diferente. Infelizmente existem educadores/as e gestores/as que por falta de formação e/ou de vontade e de sensibilidade, não assumem a tarefa de educar no seu sentido mais profundo, que advém da educação para vida, da educação de valores indispensáveis a boa convivência social. Muitas vezes nos deparamos em situações com as quais não estamos aptos a lidar, seja como atores/as ou como espectadores/as. Logo passa-se o ‘problema’ para frente. Se a criança está tendo dificuldades de aprendizagem, antes de se tentar esclarecer o que está acontecendo, há quem julgue que a criança está vivenciando problemas familiares ou que a família não está interessada pelo desenvolvimento da criança. E isso acontece a qualquer criança que pertença a uma minoria de grupo socioeconômico, bem como aos portadores de necessidades especiais. Deparamos-nos com situações dentro desse contexto também entre o corpo docente das instituições. Pessoas pouco preocupadas com o trabalho da equipe, que pensam, planejam, e agem individualmente, sem coleguismo ou parceria.

A escola apresenta-se como local privilegiado e, portanto, propício ao desenvolvimento da socialização. Precisamos pensar em uma pedagogia solidária e cooperativa que esteja voltada para as relações estabelecidas no cotidiano escolar, pois, acredita-se que as atitudes do ser humano podem afetar tanto positivamente como negativamente a formação do indivíduo. Para que a escola possa efetivamente colaborar para uma formação tanto sistemática quanto de caráter, e para estreitar laços entre família e escola, faz-se necessário que toda equipe esteja envolvida no trabalho, desde o porteiro a direção da escola, formando parcerias no processo ensino-aprendizagem onde todos/as estejam abertos/as ao diálogo.

Vale ressaltar aqui que, para efetivar o exercício da cooperação, é preciso refletir acerca dos princípios da educação e da prática pedagógica. Sendo assim torna-se fundamental estar aberto/a a mudanças, a novos olhares sobre a realidade que nos cerca, a reformulação de conceitos e paradigmas, lembrando sempre que o trabalho em equipe é indispensável para o sucesso no ensino-aprendizagem.

Katia B. Martins

"Não compartilhar idéias com a equipe em que se está inserido, significa não estar com a equipe."

"A educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tam pouco a sociedade muda."

Paulo Freire

Grata pela visita

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