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sexta-feira, 20 de março de 2015

FESEX na mídia: Roda de Conversa entrevistou professora da UFLA sobre educação para as sexualidades


Como abordar a sexualidade nas diversas etapas da educação? Quando a escola deve começar a trabalhar o tema? Existem assuntos e abordagens prioritárias? Estes e outros questionamentos estiveram em debate no programa ‘Roda de Conversa’, veiculado no dia 10 de janeiro de 2015, na Rede Minas. Para debater a temática da sexualidade, o programa contou com a participação daComo abordar a sexualidade nas diversas etapas da educação? Quando a escola deve começar a trabalhar o tema? Existem assuntos e abordagens prioritárias? Estes e outros questionamentos estiveram em debate no programa ‘Roda de Conversa’, veiculado no dia 10 de janeiro de 2015, na Rede Minas. Para debater a temática da sexualidade, o programa contou com a participação da professora da Universidade Federal de Lavras, Cláudia Maria Ribeiro; a educadora sexual e diretora do Instituto Kaplan, em São Paulo, Maria Helena Vilela; e a presidente da Associação Mineira da Adolescência, Eliana Olímpio.

A falta de preparo da escola para discutir a sexualidade com os alunos é um dos problemas apontados no programa. Para a professora Cláudia Maria Ribeiro, muitas vezes, o que falta é o preparo dos educadores para as discussões do tema. Segundo ela, essa preparação deve começa na formação dos profissionais. “Um processo de formação inicial nas graduações e, fundamentalmente, nas licenciaturas, mas também na formação continuada de educadores e educadoras que vão discutir e vão saber o porquê de estar trabalhando com esse tema, desse jeito, com uma metodologia específica”, avalia a professora.

O programa ‘Roda de Conversa’ é uma iniciativa da Secretaria de Estado de Educação idealizado pela Magistra – Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais e em parceria com a Assessoria de Comunicação Social.

Confira a entrevista clicando nos itens abaixo.


Abertura do projeto Borbulhando na UFLA


No dia 13/03/2015, foi lançado na Universidade Federal de Lavras o projeto Borbulhando enfrentamentos ás violências sexuais no sul de Minas Gerais. O projeto é uma iniciativa do grupo de pesquisa Relações entre filosofia e educação para a sexualidade: a problemática da formação docente (FESEX), coordenado pela professora Dra. Cláudia Maria Ribeiro do Departamento de Educação - DED/UFLA, e foi aprovado no Programa de Extensão Universitária (PROEXT/MEC/2015).

A abertura contou com a presença do Promotor de Justiça do Estado de Minas Gerais, Carlos José Silva Fortes, que bordou os trabalhos realizados pela CPI da Pedofilia do Senado Federal (2008-2010), a qual foi integrante. 
De início, o promotor ressaltou a importância do tema ao dizer que a única vez em que o termo "absoluta prioridade" aparece na Constituição Brasileira, é no Artigo 227, quando são citados diritos da Criança e do Adolescente.

O projeto Borbulhando...

O projeto promoverá a formação técnica e política na temática das violências sexuais para profissionais da Educação Infantil da rede pública municipal, de cidades que integram o Fórum Sul Mineiro de Educação Infantil e também para Conselheiros e Conselheiras Tutelares das respectivas cidades. 
Os encontros acontecerão quinzenalmente às sextas-feiras, entre os meses de março e novembro deste ano, das 13h às 17h na UFLA. Serão ao todo 80 horas, contemplando os encontros presenciais, atividades a distância, seminários e confecção de jogos para as crianças. 

Denúncia:

Qualquer pessoa pode denunciar, de forma anônima, casos de pedofilia que tenha conhecimento, através dos recursos:
Disque 100 - Secretaria dos Direitos Humanos (SEDH) da Presidência da República;
Pela Internet - www.safernet.org.br  - Combate a pornografia infantil, na internet no Brasil, e www.denunciar.org - Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos.

Cobertura da TV UFLA na abertura do curso. 


Palestra do promotor Carlos José Silva Fortes, na abertura do curso Borbulhando...
Clique na imagem para assistir a palestra no servidor de vídeos da UFLA


Fotos da abertura do projeto









Folder do Projeto







quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

De onde eu vim?

Kátia Batista Martins

É muito comum na educação infantil que as crianças demonstrem curiosidades com relação aos seus corpos, suas diferenças e semelhanças e de onde vieram. De acordo com a Profª Drª Cláudia Ribeiro da Universidade Federal de Lavras, é importante que as questões da criança tenham espaço para serem colocadas e respondidas com clareza, simplicidade, na medida em que esta curiosidade vai se dando.
Ás vezes, alguns pais querem se livrar logo do assunto e na ansiedade disparam a falar além da necessidade da criança, na tentativa muitas vezes frustrada de que nunca mais vão precisar falar sobre o assunto. Quando uma criança pergunta por exemplo, como o bebê foi parar na barriga da mãe não quer dizer que ela queira ou deseje saber detalhes com relação ao ato sexual dos pais. Responder a criança de maneira simples, clara e objetiva satisfaz sua curiosidade. A satisfação dessas curiosidades contribui para que o desejo de saber seja impulsionado ao longo da vida, enquanto que a não satisfação ou o excesso de informações gera ansiedade e tensão.

Os livros infantis podem ser aliados da prática pedagógica, desde que sejam previamente selecionados por profissionais capacitados.
Eu e as sementinhas (Resumo)
Um menino usa a imaginação e volta para a barriga de sua mãe. Nesse momento, o pequeno garoto cria sua própria história, comparando seu crescimento com o das sementes, descobrindo a magia da vida, com cores e formas diferentes.






Iustração da história feita pelas crianças do maternal (3 e 4 anos)







































































quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Sexualidade e Gênero na Infância: possibilitando novas experiências.

Kátia B. Martins

Infelizmente os aparatos culturais, na maioria das vezes têm trago consigo, bem como reproduzido conceitos ultrapassados em relação aos papéis do homem e da mulher na sociedade atual, onde os homens ocupam papéis superiores ao das mulheres e consequentemente, as mulheres ocupam papéis inferiores, submissos, que ridicularizam e denigrem sua imagem. "Num momento tão relevante para a construção da identidade, como a faixa etária de zero a seis anos, isso significa no mínimo o não-oferecimento de oportunidades para experiênciar um papel de gênero diferenciado das representações mantidas pelo senso comum."(Cruz, 2010. p.76)

Caberia então a escola, como reprodutora de valores, fazer sua parte através de propostas de intervenções pedagógicas, possibilitando aos seus alunos e alunas refletirem e experiênciarem novas vivências em relação aos papéis de masculino e feminino na sociedade.

Os aparatos culturais podem ser um forte aliado da escola, desde que seu conteúdo seja previamento avaliado por profissionais capacitados, considerando até que ponto a simbologia e representações legitimam o processo de constituição de subjetividades, que relações de poder podem ser exercidas ou percebidas nos mesmos, etc. Enfim, são inúmeros os aparatos que podem ser adequadamente utilizados nas escolas afim de levarem as crianças a constituirem suas identidades e subjetividades dentro de parâmetros coerentes que condizem com as mudanças e trasnformações da sociedade comtemporânea, tornando-se cidadãos e cidadãs de bem, democráticos(as), dotados de razão e capacidades para fazer escolhas éticas, conscientes e críticas.

Assim sendo, trago uma sugestão para trabalhar essas questões de gênero e sexualidade na educação infantil, lembrando que esses saberes estão rizomaticamente ligados um ao outro. O título abaixo é uma história sobre pés que foram questionados acerca de sua identidade e lugar no mundo. Será que pés delicados são sempre das meninas e pés grandes são sempre dos meninos? Os pés revelam quem somos, ou o que queremos ser?

Referências Bibliográficas:

CRUZ, Elizabeth Branco. "Quem leva o nenê e a bolsa?" O masculino na creche. In: Compilado de textos: Projeto Tecendo Gênero e diversidade Sexual nos Currículos da Educação Infantil. MEC/SECAD - Coordenação geral: Professoras Doutoras Cláudia Maria Ribeiro e Ila Maria Silva de Souza - UFLA/DED. Lavras, 2010.



"A educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tam pouco a sociedade muda."

Paulo Freire

Grata pela visita

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